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O que acontece durante uma polissonografia em laboratório (Tipo I)

14 de julho de 2026 São José/SC 4 min de leitura

Saiba passo a passo como é realizada a polissonografia em laboratório Tipo I, desde a chegada até a análise dos sinais e emissão do laudo.

O que acontece durante uma polissonografia em laboratório (Tipo I)

A polissonografia em laboratório Tipo I é o exame padrão para avaliação de distúrbios do sono; aqui explicamos, passo a passo, o que ocorre desde a chegada do paciente até o laudo final.

Antes da polissonografia: orientações e preparação

Nos dias que antecedem o exame o paciente recebe orientações sobre higiene do sono e preparo prático. É importante seguir as instruções fornecidas pela clínica para garantir qualidade dos registros.

  • Trazer documento de identidade e lista de medicamentos em uso.
  • Evitar cochilos prolongados no dia do exame.
  • Manter rotina habitual de sono sempre que possível.
  • Levar roupas confortáveis para dormir e itens pessoais que facilitem o conforto noturno.
  • Informar ao centro de sono sobre uso de medicamentos sedativos, estimulantes ou substâncias que possam alterar o sono.

Chegada e preparação no laboratório: o que esperar

Ao chegar ao laboratório o paciente é recebido por uma equipe treinada. Há um registro inicial de dados, entrevista breve sobre queixas de sono e revisão de histórico médico. Em seguida são realizadas medidas físicas básicas e explicações sobre o procedimento.

Colocação dos sensores

Um técnico em polissonografia fixa os sensores no paciente. Cada sensor tem uma função específica para registrar sinais fisiológicos do sono. A colocação é feita com cuidado para maximizar o conforto e a qualidade dos sinais.

  • Eletrodos de EEG no couro cabeludo para monitorar estágios do sono.
  • Eletrodos de EOG próximos aos olhos para identificar movimentos oculares.
  • Eletrodos de EMG no queixo e, se indicado, nas pernas para avaliar tônus muscular e movimentos periódicos.
  • Sensores respiratórios como fita torácica e abdominal para detectar esforço respiratório.
  • Fluxo aéreo registrado por termistor e/ou cânula nasal para identificar apneias e hipopneias.
  • Oxímetro no dedo para monitorar saturação de oxigênio.
  • Microfone para captar ronco e sensor de posição corporal.
  • Videogravação quando indicada, para correlacionar comportamentos com os sinais eletrofisiológicos.

Durante a noite: monitoramento e sinais registrados na polissonografia

Com todos os sensores conectados, o paciente tenta dormir no ambiente controlado do laboratório, que é preparado para ser o mais confortável possível. A equipe monitora os sinais em tempo real a partir de uma sala adjacente e está disponível para auxiliar se houver algum desconforto.

Principais registros coletados

  • Arquitetura do sono: identificação de estágios N1, N2, N3 e sono REM por meio do EEG e EOG.
  • Eventos respiratórios: apneias, hipopneias, dessaturações e padrões de esforço respiratório.
  • Saturação de oxigênio: variabilidade e quedas durante o sono.
  • Movimentos e parassonias: movimentos periódicos de membros e episódios comportamentais capturados por vídeo.
  • Cardiovascular: registro de frequência cardíaca e arritmias quando presentes.
A polissonografia registra o sono de forma integrada, permitindo identificar padrões que não aparecem em consultas de rotina.

Análise dos sinais e emissão do laudo

Após a coleta, os dados brutos são revisados e anotados pelo técnico para posterior pontuação. A pontuação segue critérios reconhecidos para classificar os estágios de sono e identificar eventos respiratórios e de movimento. Em seguida o médico especialista em Medicina do Sono realiza a interpretação clínica.

O laudo descreve a arquitetura do sono, a presença e gravidade de apneia obstrutiva do sono ou de outras alterações, índices de dessaturação, achados relevantes nas fases do sono e correlações com sinais clínicos. O relatório também traz recomendações iniciais, que podem incluir necessidade de titulação de CPAP, exames complementares ou encaminhamentos otorrinolaringológicos quando indicado.

Prazo e devolutiva

O tempo até a entrega do laudo varia conforme a demanda e os protocolos da clínica, pois o exame requer revisão cuidadosa. A devolutiva normalmente é feita em consulta médica para discutir achados e opções de tratamento adaptadas ao caso individual.

Este texto tem finalidade informativa e não substitui avaliação médica individual. Se você tem queixas de sono, ronco ou sonolência diurna, agende uma consulta com um especialista em Medicina do Sono para orientação personalizada. Para agendar, entre em contato via WhatsApp com a CK Clínica do Sono.

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